terça-feira, 30 de junho de 2015

Aula sobre o vento- Experiência do Sensível.

Oxalis Atropurpurea Regnellii: Trevo Roxo, Trevo Ornamental

A dança das folhas.


   Uma planta. Três folhas. Cada folha em forma de triângulo com uma divisória vertical, aparentando dois triângulos diametralmente colados. Folha roxa com marcas roxas em V no seu centro. Nervuras roxas. Borda de um roxo mais escura. Aparentam algumas espécies de borboletas amazônicas.



Achei uma planta roxa


A folha tem sabor
A folha vai ao sabor do vento
O tempo cresce a folha
Que nasce diante de um momento

A folha é roxa
Do centro à extremidade
No centro é mais clara
Nas bordas, tom de felicidade

 Caule roxo
Da terra ao céu
Folha de mel
Como pode? Tantos tons de roxo no papel?

Aluizio Mendes






     Mais tarde fiquei sabendo que a planta roxa, Trevo Roxo, tinha na sua flor um belo tom de branco.










 A planta sendo ela.




  Alunos podem ser plantas?



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Texto para a aula sobre Terra- Experiência do Sensível

Terra


  Cada cultura possui uma crença, costumes e valores, mas toda sociedade tem a dependência em ficar raízes. Para isso: terra. É para a terra que o ser humano vai ao morrer. Dela minam as águas dos rios. É da terra que se extrai o alimento. Onde são construídas nossas moradias e nossas vidas.
  Terra é a posição geográfica onde estão posicionados os países, mas matas, os desertos, os mares, os lares. Como pode?
   Minha terra é um lugar absurdo e inexplicável. Onde a frase “do pó ao pó” faz todo sentido. É A região de sertanias e caatinga que existe no sertão baiano. Lá não chove e há muitas pedras no meio do caminho, mas quando chove a seca desaparece dando lugar ao mais belo tom de verde que possa existir. Mesmo com fertilidade circunstancial, o sertanejo vive lá e nunca deixa o sertão, exatamente, por amar aquela ingrata terra.
   Afinal de contas, terra boa é onde existem pessoas boas. Onde se possa encontrar, em uma região veredeira, no coração do sertão, uma tímida mina de água, que vira riacho, que uma dia, sem querer vira rio, mata a sede de outros e se acaba no mar para começar tudo novamente, rumo ao litoral baiano.