quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ruídos e outras coisas

O dia do Som e do Ruído foi bastante interessante, principalmente na gravação dos autos, coisa que fizemos em casa ou outras ambientes que não fossem a Universidade e até, em horário de aula tivemos que gravar na própria universidade alguns som e identifica-los.
 Quando fui gravar meu áudio pus o celular em cima do carro e deixei, um pouco, gravando o som da minha rua que, em princípio, parecia estar bem calma.  O áudio provou o contrário. Primeiros os ruídos que são usualmente representados como sons que irritam os ouvidos ou simplesmente não são bem identificados. Identifiquei também sons, barulhentos por sinal, que provavelmente estavam acima da escala dos 80 decibéis, portanto, barulho.

A escala de tempo e o link do áudio em anexo abaixo.

http://www.4shared.com/music/U-zfM4qZba/Voz_0071.html

O que penso sobre o Pensar

Dizem que o pensamento é a única coisa que difere o ser humanos dos outros animais feitos de carne e ossos. Tem o polegar opositor também, mas ninguém conta esse fator. A questão é que o ser humano pensa. Mas, afinal, o que é pensar? Talvez a questão de discernir sobre algo. Tem necessidade de quantificar, de conquistar o outro. Maybe.

Particularmente não creio que a aula do pensar tenha me dado muitas respostas. Talvez o resto dos animais pensem, só que de uma forma diferente. Afinal, de formas diferentes, mas todos os animais tem suas sociedades, como os humanos as tem. Se o pensar humano cria uma sociedade estruturada e hierarquizada, o que cria a sociedade das abelhas, por exemplo? São questões interessantes.

O teatro das Sombras.

 Sombras são coisas que não produzem som. Elas não tem cheiro. Não há como pega-las, mesmo assim elas existem e parecem ser um ponto crucial para a existência de coisas matérias. É interessante, tudo que existem pode reproduzir sombra. Que coisa doida, não?
 A sombra as vezes parece ser necessária para manter o equilíbrio com a luz. As vezes a luz toma de conta, mas a sombra sempre está presente. As vezes as sombras embolem a luz e a única coisa que resta e o breu profundo.  
  Na aula sobre a sombra meu grupo apresentou um teatro de sombras sob o tema O Mito da Caverna do famoso filosofo grego da antiguidade Platão. Nós usamos as sombras para recriar um mundo fictício repleto das próprias sombras. Viviam homens em uma cavernas, presos, acorrentados. A única coisa que viam eram reflexos de sombras que pessoas e animais que passavam atrás deles. Sombras que eram criadas por um fogueira. A sombra confunde, pois quando um desses homens foge fica ofuscado pela sol e começa a ver o verdadeiro mundo e não mais apenas sombras irreconhecíveis. Ao voltar para a caverna e tentar libertar os companheiros acaba sendo morto. Tiveram medo. Não entendiam nada, além de sombras.

Não quero falar nada mais sobre isso.

O que dizer da água?

A água é um dos elementos mais essenciais para a sobrevivência humana. As pessoas até conseguem ficar dias sem comer subsistindo da gordura corporal, entretanto morrem ao ponto que que ficam sem água suficiente para hidratar o corpo.
  Eu, particularmente, venho de uma região predominantemente seca(Jussara-Ba). É uma Bahia diferente desta. A região sul da Bahia tem suas próprias particularidades e, a seca não é uma delas. As vezes flagro alguém maldizendo a chuva, coisa que me entristece profundamente, e retoma o discurso da ignorância. O que podemos dizer das pessoas que, em São Paulo, se irritava pelo dia, que para elas, não estava bonito? A chuva é feia? Desde quando? Dizem isso em Teixeira de Freitas também.
 A aula sobre a água foi interessante pelo fato de todos falarmos algo relacionado a água. Um história que nos remetesse à água. Foi legal ouvir esse tipo de história dos colegas, até porquê ainda estávamos em um processos inicial de nos conhecermos. Foras histórias infâncias já passadas, avós, avôs, quintais, que não faltam nessa Bahia, e até mesmo asfaltos. Será que diriam que a Embasa faz parte dessa história?
 Lembro-me de dizer o seguinte na aula: é interessante quando ridicularizam o sertão por sua seca e exaltam as terras férteis e chuvosas, mas sempre se esquecem que um rio um dia foi córrego, um dia foi fonte, um dia foi mina. As minas nascem no sertão, formação rios que provem a vida de outras regiões, e vai se acabar no mar. As minhas vistas cansadas nunca se esquecerão disso.

 
Jussara no norte da Bahia

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Som... Ou a falta dele?


 É difícil, para quem ouve, imaginar a total ausência do som. Do ouvir. Para mim, particularmente, é inimaginável o pensar sem uma língua. Afinal, tudo que o ser humano pensa é em uma língua. Quando eu estou só e penso, por exemplo,  "hora de tomar banho", eu fiz isso em uma língua, o português. Como as pessoas que são mudas ou surdas podem fazer esses raciocínios sem uma linguagem específica?
  Foi então que, em um belo dia, nossa professora, Dr. Denise Mourão, leva à classe convidados especiais. Surdos. E conversamos. Eles pensam na linguagem dos sentimento.
 E ,como diria Forrest Gump, Não quero falar mais nada sobre isso.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Aula sobre o vento- Experiência do Sensível.

Oxalis Atropurpurea Regnellii: Trevo Roxo, Trevo Ornamental

A dança das folhas.


   Uma planta. Três folhas. Cada folha em forma de triângulo com uma divisória vertical, aparentando dois triângulos diametralmente colados. Folha roxa com marcas roxas em V no seu centro. Nervuras roxas. Borda de um roxo mais escura. Aparentam algumas espécies de borboletas amazônicas.



Achei uma planta roxa


A folha tem sabor
A folha vai ao sabor do vento
O tempo cresce a folha
Que nasce diante de um momento

A folha é roxa
Do centro à extremidade
No centro é mais clara
Nas bordas, tom de felicidade

 Caule roxo
Da terra ao céu
Folha de mel
Como pode? Tantos tons de roxo no papel?

Aluizio Mendes






     Mais tarde fiquei sabendo que a planta roxa, Trevo Roxo, tinha na sua flor um belo tom de branco.










 A planta sendo ela.




  Alunos podem ser plantas?



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Texto para a aula sobre Terra- Experiência do Sensível

Terra


  Cada cultura possui uma crença, costumes e valores, mas toda sociedade tem a dependência em ficar raízes. Para isso: terra. É para a terra que o ser humano vai ao morrer. Dela minam as águas dos rios. É da terra que se extrai o alimento. Onde são construídas nossas moradias e nossas vidas.
  Terra é a posição geográfica onde estão posicionados os países, mas matas, os desertos, os mares, os lares. Como pode?
   Minha terra é um lugar absurdo e inexplicável. Onde a frase “do pó ao pó” faz todo sentido. É A região de sertanias e caatinga que existe no sertão baiano. Lá não chove e há muitas pedras no meio do caminho, mas quando chove a seca desaparece dando lugar ao mais belo tom de verde que possa existir. Mesmo com fertilidade circunstancial, o sertanejo vive lá e nunca deixa o sertão, exatamente, por amar aquela ingrata terra.
   Afinal de contas, terra boa é onde existem pessoas boas. Onde se possa encontrar, em uma região veredeira, no coração do sertão, uma tímida mina de água, que vira riacho, que uma dia, sem querer vira rio, mata a sede de outros e se acaba no mar para começar tudo novamente, rumo ao litoral baiano.